07/06/2012

Sustentabilidade


A sustentabilidade é um teia de relações, as ações de cada um que repercutem na família, e em cadeia na escola, no bairro, na cidade, no país no mundo. Muito se ouve falar nas empresas ecologicamente corretas, que citam suas bem feitorias para atrair clientes preocupados com o planeta. Mas sustentabilidade vai muito além disso, é preciso por em prática novas maneiras de pensar e de agir. Dar o primeiro passo é essencial e nos educadores, podemos contribuir nas mudanças de atitudes dos nossos alunos. E assim no processo de teia de realções esses alunos irão transmitir a familia, amigos e vizinhos as atitudes que aprenderam.


Pequenas atitudes sustentáveis:
  • controle de desperdício de alimentos;
  • consumo consciente de água e luz;
  • separação do lixo;
  • reaproveitamento de resíduos;
  • reciclagem de materiais;
  • descarte adequado de remédios, pilhas, baterias e materias que prejudicam o meio ambiente.

JOGO DA VELHA, BILBOQUÊ E VAI E VEM DE SUCATA:


08/05/2012


 


Minha mãe, Minha amiga
(Bruna Karla)
Sempre cuidou de mim
Desde que teu rosto eu vi
Todas as vezes que chorei
Você me ensinou a sorrir
Os meus segredos te contei
O meu coração pude abrir
Nos teus braços eu encontrei
O caminho pra ser feliz
Coro:
Não há palavras para expressar ou descrever
Tudo o que você representa pra mim
Não há conquista que eu não lembre de você
Tudo que sou e tenho devo a ti
Eu quero poder agradecer
Eu quero dizer amo você Mamãe
Sempre cuidou de mim
Desde o dia que eu nasci
Quando sorri me abraçou
No teu colo pude dormir
Sempre cuidarei de ti
Teu carinho quero retribuir
Minha amiga e mãe
Agradeço a DEUS por você existir

"A FAMÍLIA"
TARSILA DO AMARAL



Estamos no mês da mães, mas nem todas as constituições familiares sem formadas por mãe, pai e filho. No mundo atual em que vivemos, as famílias são constituídas das mais diferentes formas. Partindo da observação da obra "A Família" de Tarsila do Amaral, podemos trabalhar as diferentes constituições familiares, debater com as crianças como a família da obra é formada e assim questionar como é a família de nossos alunos é constituída. Em uma releitura da obra, surge a atividade em que o aluno deve reproduzir a sua familia de acordo com o estilo de Tarsila, ou seja, figuras com formas aredondadas e coloridas de cores fortes e vibrantes.
 Podemos  apartir desta obra proporcionar aos alunos o contato com outras obras da autora, como Abaporu, Auto-Retrato, Sol-Poente, O Lago explorando as características de suas obras e as recriando.

28/04/2012

Um em cada 4 professores da educação básica não tem graduação

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Comentar Aproximidamente 25% dos professores que trabalham nas escolas de educação básica do país não têm diploma de ensino superior. Eles cursaram apenas até o ensino médio ou o antigo curso normal. Os dados são do Censo Escolar de 2011, divulgado neste mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

Apesar de ainda existir um enorme contingente de professores que não passou pela universidade ¿ eram mais de 530 mil em 2011 ¿ o quadro apresenta melhora. Em 2007, os profissionais de nível médio eram mais de 30% do total, segundo mostra o censo. Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Leão, os números são mais um indicativo de que o magistério não é uma carreira atraente. "Isso mostra que as pessoas estão indo lecionar como última opção de carreira profissional. Poucos profissionais bem preparados se dedicam ao magistério por vocação, uma vez que a carreira não aponta para uma boa perspectiva de futuro. Os salários são baixo e as condições de trabalho, ruins", explica.

A maior proporção de profissionais sem formação de nível superior está na educação infantil. Nas salas de aula da creche e pré-escola, eles são 43,1% do total. Nos primeiros anos do ensino fundamental (1º ao 5º ano), 31,8% não têm diploma universitário, percentual que cai para 15,8% nos anos finais (6° ao 9º ano). No ensino médio, os profissionais sem titulação são minoria: apenas 5,9%.

Para a presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, é um "grande equívoco pedagógico" colocar os professores menos preparados para atender as crianças mais novas. "No mundo inteiro, é exatamente o contrário, quem trabalha na primeira infância tem maior titulação. Quando o professor entra na rede, vai para a educação infantil quase como que um 'castigo' porque ela não é considerada importante. Mas, na verdade, se a criança começa bem sua trajetória escolar, as coisas serão bem mais tranquilas lá na frente", afirmou.

Segundo Cleuza, o nível de formação dos professores varia muito nas redes de ensino do País. Enquanto em algumas cidades quase todos os profissionais passaram pela universidade, em outras regiões o percentual de professores que só têm nível médio é superior à média nacional. "Temos, às vezes, uma concentração maior de professores sem titulação em alguns locais do Brasil, como a Região Norte, por exemplo, onde as distâncias e as dificuldades de acesso impedem que o professor melhore sua formação", disse ela.

O resumo técnico do Censo Escolar também destaca que em 2010 havia mais de 380 mil profissionais do magistério matriculados em cursos superiores ¿ metade deles estudava pedagogia. Isso seria um indicativo de que há um esforço da categoria para aprimorar sua formação. Mas o presidente da CNTE ainda considera "muito alto" o número de professores sem diploma universitário, especialmente porque nos últimos anos foram ampliados os estímulos para formação de professores nas instituições públicas e privadas de ensino superior.

Uma das alternativas para quem já atua em sala de aula e quer aprimorar a formação é a modalidade do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para licenciaturas. O programa paga as mensalidades de um curso em faculdade particular e, depois da formatura, o estudante pode abater sua dívida se trabalhar em escolas da rede pública ¿ cada mês em serviço abate 1% do valor.

"Os programas são oferecidos, mas as condições não são dadas aos professores para que eles participem. O professor não tem, por exemplo, a dispensa do trabalho nos dias em que ele precisa assistir às aulas. As prefeituras e governos estaduais, que deveriam ser os primeiros interessados, acabam não estimulando o aprimoramento", disse Roberto Leão.

 Fonte: www.terra.com.br

21/03/2012

A Lição do Bambu
Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada. Durante 5 anos, todo o crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu. Porém, uma maciça e fibrosa estrutura de raiz, que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída.
Um escritor americano escreveu:"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês: você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento,e, às vezes não vê nada por semanas, meses, ou anos."
Mas, se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu quinto ano chegará. Com ele, virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava.
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos,de nossos sonhos. Devemos lembrar do bambu chinês, para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Tenha sempre dois hábitos:persistência e paciência, pois você merece alcançar todos os sonhos!!!É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão.

15/03/2012

Projeto "Uma Releitura..."
O universo recebe a visita de Chapeuzinho Vermelho
Professora Natália
Turno Integral Terceiro ano-turma 2

Justificativa:
O projeto surgiu da união do interesse
das meninas pela história da Chapeuzinho Vermelho e dos meninos pela
curiosidade relacionada aos planetas.
Então visando sanar algumas das
curiosidades e questionamentos dos alunos sobre os dois temas vamos unir,
Chapeuzinho Vermelho e o universo, na criação de uma releitura da obra original
de Charles Perrault.

Objetivo Geral:
Ao final deste projeto pretende-se ter
desenvolvido nos alunos o gosto pela leitura, escrita e dramatização bem como
ter feito com que eles adquiram conhecimentos básicos sobre os planetas.

Objetivos específicos:
- Descobrir e identificar os planetas;
- Despertar o interesse pela
dramatização com a elaboração de uma peça de teatro;
- Classificar os planetas de acordo com
sua distância do sol e suas características mais relevantes;
- Estimular a criatividade através do
uso de argila e massa de modelar;
- Desenvolver o hábito pela leitura,
estimulando o gosto, o conhecimento e a descoberta de curiosidades sobre a obra
literária e os planetas.
- Ampliar o vocabulário e a linguagem
como meio de comunicação através da elaboração de texto individuais.
- Incentivar a expressão oral através da
construção de uma história coletiva com a turma.
- Produzir trabalhos de arte, utilizando
o desenho, pintura, colagem e construção, respeitando o processo de produção e
criação.
- Manusear livros, revistas e portadores
de texto em situações nas quais se façam necessários.
- Perceber e expressar sensações,
sentimentos e pensamentos.
- Explorar técnicas diferenciadas de
desenho e pintura.

Duração:
Março a Junho de 2012.

Atividades:
- Jogos;
- Confecção dos planetas com materiais
diversos;
- Elaboração de uma peça de teatro;
- Texto coletivo;
- Textos individuais;
- Confecção do cenário e figurino para a
apresentação da peça de teatro;
- Criação dos convites para peça;
- Recorte e colagem;
- Confecção de máscaras;
- Murais;
- Trabalho com sucata;
- Pesquisas na biblioteca e em
diferentes recursos tecnológicos.

02/02/2012

Olá blogueiros e blogueiras!!!
Fiz este painel para sala que vou ter no La Salle Santo Antônio, agora meu crachá tem código de barras...e eu terei a minha turma de Turno Integral estou muito feliz.
No primeiro bolso vou colocar a rotina diária da turma. Nos bolsos abaixo irei colocar as fotos dos alunos para identificar os ajudantes do dia. Nos três bolsos menores vai o dia, o mês e o ano. E no último bolso bem lá embaixo o nome do projeto que estaremos trabalhando. O espaço entre TI (Turno Integral) e ano esta em branco pois ainda não sei qual a turma que irei ficar.
Espero que gostem!!Aceito encomendas cada um custa R$20,00. A cor do eva pode ser escolhida no momento da encomenda e os enfeites, coruja e flor ou algum outro que desejarem, também podem ser feitos em eva para personalizar o painel.

24/01/2012

Visitantes aproveitem e confiram no youtube os videos do meu pai.
Ele é músico e colocou na rede algumas músicas de sua autoria.








31/12/2011



NO ANO DE 2012 O BLOG DA PROF NATALIA VEM COM NOVIDADES!!!!!!!!!!!!!

EM PARCERIA COM UMA AMIGA, QUE TIVE O PRAZER DE CONHECER ESTE ANO, ESTAREI DANDO INÍCIO A UM GRANDE PROJETO.

AGUARDEM CENAS DOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS!!


AGRADEÇO A TODOS PELOS ELOGIOS, PELAS VISITAS E PELOS RECADINHOS UM FELIZ ANO NOVO MUITA PAZ, AMOR, SUCESSO E REALIZAÇÕES!!!!

02/12/2011

Feliz Natal Para todos!!!!
Árvore de Natal de garrafa pet



Papai Noel de garrafa pet



fonte: imagens tiradas da internet pesquisa google
Atividade Cristo, José e Maria


Fonte: imagem tirada da internet, pesquisa google
Atividades:
Botinha de Natal




Labirinto




Fonte: imagem tirada da internet, pesquisa google

11/11/2011

A polêmica das Escolas de Turno Integral
Quando foi governador do Rio de Janeiro, entre 1983 e 1987 e, depois, entre 1991 e 1994, Leonel Brizola deu início ao sonho de implantar escolas de turno integral com a construção de pelo menos 500 Centros Integrados de Educação Pública (Cieps). Passados mais de 17 anos do fim de sua gestão, a proposta fracassou no Estado, e também no Rio Grande do Sul, onde foi implantada no início dos anos 1990 na administração do PDT.
Segundo a Secretaria de Educação do Rio de Janeiro, de cerca de 500 Cieps construídos e postos em funcionamento no Estado, 307 continuam sob a gestão da rede estadual. O restante foi repassado para os municípios ou destinado para outras atividades. Do total de escolas ligadas ao governo estadual, apenas 150 seguem com o horário integral, o que corresponde a menos da metade da rede de Cieps.
No Rio Grande do Sul, onde os centros foram erguidos durante a gestão de Alceu Colares (1991-1994), seguidor de Brizola, a realidade é ainda pior: de mais de 90 escolas construídas, apenas 16 contam atualmente com o horário ampliado, segundo dados da Secretaria de Educação. Uma das poucas que ainda resiste com o turno integral é a Escola Mané Garrincha, na capital gaúcha.
Com 490 alunos, a escola oferece turno integral para 250 estudantes do 1º ao 5º ano, que ficam no colégio das 8h até as 17h30. O restante, do 6º ao 8º ano, permanece na escola quatro horas por dia. Segundo o diretor, Sérgio Luiz Carvalho de Aguiar, após a inauguração em 1994, o Ciep funcionava com horário integral para todas as turmas. Porém, problemas na estrutura de um dos prédios, que precisou ser interditado, obrigaram a redução da jornada para poder atender com as aulas normais todos os estudantes.
O prédio ficou fechado por mais de dez anos e as obras ainda estão em andamento. A estimativa do diretor é que a estrutura possa voltar a ser ocupada nos próximos meses, com a ampliação da jornada. Enquanto isso, os alunos estão sem laboratório de informática e de ciências, que foram transformados em salas de aula. "Com a reforma também vamos voltar a ter dois ginásios, um refeitório espaçoso e uma cozinha industrial", diz o diretor, que está no magistério há 35 anos.
Segundo Aguiar, o maior problema para o turno integral é a falta de continuidade dos projetos políticos dos governos. "A reforma no prédio ficou tanto tempo parada porque não era uma prioridade para os governos. O turno integral precisa ser um projeto de Estado, separada das vaidades políticas, se não acaba um governo e morre tudo", afirma.
A professora de pós-graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) Lígia Martha Coelho concorda que o turno integral precisa superar as questões partidárias. "A proposta dos Cieps foi esvaziada porque não houve compromisso de continuidade por parte dos governos que se seguiram", afirma Lígia, que é coordenadora do núcleo de estudos de educação integral da universidade.
Além da falta de continuidade, a professora aponta que fracasso do projeto se deve também a "necessidade política", no caso do Rio de Janeiro, de construir 500 prédios que eram "promessa de campanha". Segundo ela, a urgência em colocar as escolas em funcionamento não permitiu que fosse dada prioridade ao projeto político-pedagógico, como se pretendia na ideia original. "Era difícil dar conta de implantar vários Cieps a cada mês e ainda discutir, no campo mesmo das escolas, todos os desafios que eram apresentados, diariamente, pelo cotidiano da proposta em funcionamento", afirma.
Escola tenta acabar com 'preconceito' com CiepsDiretora do Ciep 445 - Miguel de Cervantes, em Itaboraí (RJ), Iara Moraes da Silva, diz que o maior desafio da escola, que não funciona mais com o turno integral, é acabar com o preconceito dos pais e dos próprios alunos com os Cieps. "Nós tivemos de trabalhar muito na comunidade para acabar com o preconceito com o Brizolão (como são chamadas os Cieps no Rio de Janeiro). Os pais não queriam matricular seus filhos porque se criou a imagem de que era uma escola de pobre, de que o horário integral era para atender as crianças que não tinham o que comer em casa, que ficavam na rua."
Localizada na periferia de Itaboraí, a escola atende 1,7 mil alunos. "O turno integral foi extinto pela necessidade de ampliar as vagas, no começo era uma escola de ensino fundamental e passou a ter o ensino médio também. Mas eu acho que faz muita falta ter um horário ampliado para os alunos", diz a diretora que sonha em ver os alunos do ensino médio estudando o dia inteiro, com aulas de português e matemática intercaladas com cursos de capacitação profissional.
No Ciep Paraíba, em Porto Alegre (RS), a diretora Leisa Severo de Oliveira também espera ver os alunos o dia inteiro na escola, que nunca funcionou com turno integral. "A construção do colégio ficou pronta no final de 1994, mas no ano seguinte trocou o governo e a proposta foi abandonada. O que fizeram foi ampliar as matrículas, que seriam de 700 em turno integral, para 1,4 mil nos dois turnos".
Segundo Leisa, principalmente para os alunos de famílias mais carentes o turno integral é uma necessidade. "Os pais não têm condições de dar um suporte em casa para o ensino. Além de reforçar o aprendizado, o turno integral tira as crianças da rua", diz ao destacar que espera que o alto custo de implantação do modelo no País não seja visto como um gasto pelos gestores, mas como um "investimento".
Entraves para o turno integral no BrasilA professora da Unirio destaca que, ao contrário do Brasil, o turno integral é uma realidade em países desenvolvidos. "Os alunos, nessas nações, ficam em média de seis a oito horas diárias na escola, com atividades diversificadas e integradas. Por que esta prática não pode ser 'praticada' no Brasil?", questiona. Segundo Lígia Martha Coelho, entre os entraves para a adoção com qualidade do ensino integral no País está a ausência de políticas públicas efetivas, tanto por parte do governo federal, quanto dos Estados e municípios.
"Alguns dirão que a questão financeira é outro entrave, que não há verbas suficientes para a implantação do turno integral em vários municípios. Penso que isto pode acontecer em algumas cidades. No entanto, quando se tem uma proposta como essa, as verbas precisam ser encontradas, simplesmente porque é uma prioridade", diz a especialista em educação integral.
Para o sucesso da proposta, ela lembra ainda que não basta ter uma estrutura completa como a de um Ciep, sem pensar na formação dos professores, sem planejamento pedagógico das ações - que não podem ser focadas somente num reforço no contraturno - e sem incluir todos os alunos de uma mesma escola, "evitando preconceitos ou desestímulo por parte dos que estão dentro ou fora da proposta", completa.
O que são os CiepsOs Centros Integrados de Educação Pública foram criados a partir de 1984, sob a coordenação do educador Darcy Ribeiro, então vice de Brizola no governo do Rio de Janeiro. O projeto foi interrompido em 1987 e retomado em 1991, no segundo governo de Brizola. No Rio Grande do Sul, a ideia foi adotada no começo dos anos 1990, na gestão do pedetista Alceu Colares.
O projeto arquitetônico foi idealizado por Oscar Niemayer, que desenvolveu prédios pré-fabricados, com a finalidade de aliar baixo custo e rápida execução. A estrutura padrão possui biblioteca, refeitório, centro médico, ginásio coberto e alojamentos. Já a proposta pedagógica desenvolvida por Darcy Ribeiro previa oito horas diárias de permanência na escola com quatro refeições e atividades integradas ao currículo básico.
De acordo com Laurinda Barbosa, consultora da Fundação Darcy Ribeiro e uma das idealizadoras da proposta, o objetivo dos Cieps era de oferecer uma aula formal, aliada à prática de esportes, à cultura e ao desenvolvimento das comunidades. "A ideia discutida do Darcy Ribeiro é que a escola promovesse um planejamento integrado, oferecendo às crianças e aos adolescentes a possibilidade de um exercício pleno da cidadania, sabendo ler e escrever, compreendendo sociedade e transformando o ambiente em que vive", afirma.
Segundo Laurinda, por mais que algumas escolas da rede estadual ainda permaneçam com o modelo de turno integral, nenhuma segue a proposta original dos Cieps. "O turno integral proposto por Darcy não é aquele em que se tem aula de reforço no contraturno. O modelo dos Cieps unia o conhecimento formal com arte, esportes, ciência, literatura. Sem planejamento integrado e sem proposta pedagógica, isso não se faz", completa.


Reportagem de Angela Chagas
site: www.terra.com.br

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